Quanta química estranha!!!








No mundo de hoje, as pessoas acreditam que os alimentos que são comprados nos mercados devem ser coloridos, saborosos, com textura correta e com agradável apelo ao olfato, condições que os fazem atraentes a todos os sentidos. Entretanto, o que os fabricantes de alimentos estão realmente fazendo com os produtos que consumimos? Será que se preocupam mais em aprimorar aquilo que nossos olhos veem? Existe mesmo a intenção de fazer os produtos parecerem mais atraentes?
Estima-se que mais de 14.000 substancias são adicionadas aos alimentos industrializados, incluindo flavorizantes, coloridores, polidores, espessantes e preservativos. Ora, muitas pessoas pensam que esses aditivos são necessários para a segurança dos produtos a serem consumidos e que até possam nos proteger contra deterioração e contaminações.
Na verdade, é importante saber que, na maioria das vezes, esses aditivos nada tem a ver com a segurança dos alimentos fabricados. Eles apenas servem para tornar os produtos e suas embalagens mais atraentes para o consumo, com apelo as vezes incontrolável. Por exemplo, alvejantes são adicionados à farinha para torna-la mais branca, anti-espumantes também são introduzidos para que sejam evitadas as formações de espumas em alguns alimentos, espessantes são usados para aumento de volume e viscosidade.
Um grande perigo na indústria de alimentos é a adição frequente de substâncias como o glutamato, sulfito, nitrato, nitrito e corantes. Não há como acreditar que esse conjunto de substâncias químicas, todas estranhas ao nosso organismo, não possa acarretar prejuízos à saúde.Temos que atentar para o fato de estarmos consumindo centenas de substâncias químicas diariamente.
Se nos preocuparmos em ler os rótulos dos alimentos, poderemos ficar realmente chocados pelo que descobriremos. Normalmente não podemos imaginar a quantidade enorme de aditivos que estão contidos em um simples biscoito industrializado de aparência inocente. Quando vemos ingredientes com nomes químicos complicados, não costumamos fazer qualquer tipo de ideia quanto aos efeitos que possam produzir sobre os alimentos e, sobretudo, sobre a saúde, especialmente a longo prazo. Normalmente podemos imaginar que a maioria das pessoas fazem uso de alimentos industrializados por toda a vida. Ao se consumir a quota diária desses alimentos, ingere-se centenas de aditivos químicos complexos que certamente produzirão efeitos negativos sobre o organismo, desde pequenas manifestações até sérios comprometimentos.
Se acreditarmos nas informações do FDA (Food and Drug Administration), os aditivos alimentares são cuidadosamente avaliados quanto à segurança. Mas será isso realmente verdadeiro? A resposta a esta pergunta pode nos surpreender a todos.
A maioria das pessoas acredita que o FDA possui um poderoso e sofisticado laboratório onde são cuidadosamente analisados todos os ingredientes adicionados aos alimentos. Este não é o caso. Na verdade, o FDA apenas solicita aos fabricantes que façam testes nos seus laboratórios ou naqueles que são contratados. Não existe uma ratificação dos resultados expostos, o que significa que os interesses das indústrias são mantidos de acordo com suas conveniências. O FDA ainda insiste em afirmar que esses testes devem ser realizados com periodicidade mas isto é absolutamente questionável.Sabemos que muitos textos de pesquisas que são enviados ao FDA são, de fato, aqueles que interessam às indústrias. Ainda pior, o mesmo FDA não testa como a combinação dos ingredientes pode atuar no comprometimento da saúde, pois sabemos que concentrações subtóxicas (abaixo de níveis tóxicos) de dois ou mais ingredientes, quando misturados, podem produzir toxicidade plena. Por exemplo, sulfitos e glutamato não somente podem produzir efeitos nocivos ao organismo como a soma dos dois pode aumentar em muito a toxicidade do glutamato.
Tudo isso deve nos levar a reflexões. Muitos e muitos produtos são lançados continuamente nos mercados e se mostram como saudáveis e inocentes, porém são culpados por produzirem inúmeros efeitos contra nossa condição de saúde. Inocentes, seguimos as recomendações da mídia e não nos preocupamos. Hoje, sabe-se que alergias tem piorado muito em todas as faixas etárias assim como doenças auto-imunes e degenerativas, inclusive o câncer. Muito disso se deve ao que introduzimos no organismo de forma ingênua, simplesmente por ignorarmos efeitos.
Apesar da praticidade, vale lembrar que alimentos industrializados NUNCA substituirão os frescos e preparados individualmente. Devemos ficar mais atentos às especificações de cada produto, adotando o hábito de ler os seus rótulos. Essa é uma questão obrigatória.


Sergio Vaisman é médico especialista em Cardiologia e Nutrologia, formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atua em São Paulo na area de Medicina Preventiva e é professor de pós-graduação em "Bioquímica aplicada à medicina", pela Universidade Fernando Pessoa, em Portugal, e professor visitante da Universidade de Estudos de Siena, na Itália. Possui inúmeros trabalhos científicos e livros publicados. Também ministra palestras nas áreas de medicina preventiva e medicina ambiental. É comentarista e consultor de Saúde na TV Climatempo, produtor e apresentador do programa "Saúde no mundo tóxico" e edita o site www.sergiovaisman.med.br.

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