Ferrramentas para análise e gerenciamento de riscos. PARTE 5

Análise da operabilidade de perigos (HAZOP
O estudo de identificação de perigos e operabilidade, conhecido como HAZOP (Hazard and Operability Studies), é uma técnica de análise qualitativa desenvolvida para examinar as linhas de processo, identificando perigos e prevenindo problemas.

A metodologia é aplicada também para equipamentos do processo e sistemas. 

O método HAZOP é principalmente indicado para a implantação de novos processos na fase de projeto ou nas modificações de processos já existentes sendo conveniente para projetos e modificações tanto grandes quanto pequenas. 

A situação ideal para a aplicação da técnica HAZOP é anterior ao detalhamento e construção do projeto, visando evitar futuras modificações, quer no detalhamento ou nas instalações. 
Muitas vezes, os acidentes ocorrem porque os efeitos secundários de pequenos detalhes ou modificações são subestimados. 
Isso porque, à primeira vista, parece insignificante e impossível identificar a existência de efeitos secundários graves e difíceis de prever, antes de uma análise completa.
A condição de trabalho em equipe da técnica HAZOP exige que pessoas em diferentes funções trabalhem em conjunto, estimulando a criatividade, evitando os esquecimentos e facilitando a compreensão dos problemas das diferentes áreas e interfaces do sistema. Uma pessoa competente, trabalhando sozinha, frequentemente está sujeita a erros por desconhecer os aspectos alheios a sua área de trabalho. Assim, o desenvolvimento do HAZOP alia a experiência e competência individuais às vantagens do trabalho em equipe. 

A análise HAZOP é realizada através de palavras-chaves que guiam o raciocínio dos grupos de estudo multidisciplinares, fixando a atenção nos perigos mais significativos para o sistema. 

As palavras-chaves ou palavras-guias são aplicadas às variáveis identificadas no processo tais como pressão, temperatura, fluxo, composição, nível, entre outros, gerando os desvios, que nada mais são do que os perigos a serem examinados. 

A técnica HAZOP permite que as pessoas liberem sua imaginação, pensando em todos os modos pelos quais um evento indesejado ou problema operacional possa ocorrer. Para evitar que algum detalhe seja omitido, a reflexão deve ser executada de maneira sistemática, analisando cada circuito, linha por linha, para cada tipo de desvio passível de ocorrer nos parâmetros de funcionamento. 

Para cada linha analisada é aplicada a série de palavras-guias, identificando os desvios que podem ocorrer caso a condição proposta pela palavra-guia ocorra. Identificadas as palavras-guias e os desvios respectivos, pode-se partir para a elaboração das alternativas cabíveis para que o problema não ocorra, ou seja, mínimo. 

Convém, no entanto, analisar as alternativas quanto a seu custo e operacionalidade. 

O HAZOP pode ser aplicado tanto a processos contínuos cujo requisito essencial é o fluxograma e a processos descontínuos em que o requisito consiste na descrição apropriada do procedimento. 

Para que não haja prejuízo à produtividade, sugere-se que o número de componentes não seja maior que sete.


Exemplo de aplicação da metodologia HAZOP




Definição dos termos 
Nodos de estudo – lugares (nos desenhos de tubulação, instrumentação e nos procedimentos), nos quais os parâmetros do processo são investigados em busca de desvios. 
Intenção – como se espera que a planta opere, na ausência de desvios nos nodos de estudos. 
Desvios – existem afastamentos em relação a intenção que são descobertos mediante a aplicação sistemática das palavras. 
Causas – razões pelas quais podem ocorrer os desvios, uma vez demonstrado que um desvio possui uma causa plausível, ele poderá ser tratado como desvio significativo. 
Consequências – são os resultados dos desvios verificados. • Palavras-guias – são palavras simples, utilizadas para qualificar ou quantificar a intenção, com vistas a guiar e estimular o processo de esforço mental e, assim, descobrir desvios.
As palavras-guias utilizadas devem ser compreendidas por todos.




Aplicação em processos contínuos 
a) Selecionar uma linha de processo.
As linhas e equipamentos são elementos do sistema.
Linha de processo é qualquer ligação entre dois equipamentos principais.
Equipamento principal é qualquer equipamento que provoca modificações profundas no fluido do processo.
São exemplos de equipamentos principais: torres, reatores e vasos.
Bombas, válvulas e permutadores de calor são considerados elementos das linhas.
Visto que a definição dos equipamentos principais depende de critérios do analista, o número de linhas pode ser muito pequeno ou muito elevado.

A divisão em muitas linhas torna o trabalho cansativo; em poucas, prejudica a identificação dos perigos. 
a) Imaginar a linha operando nas condições normais de projeto. Os desvios das variáveis são considerados em relação a essas condições.
b) Selecionar uma variável de processo (exemplo: vazão); aplicar as palavras-guia a essa variável (exemplo: mais); identificar desvios (exemplo: vazão maior). Apenas os desvios considerados perigosos devem ser selecionados para análise. 
c) Determinar as causas dos desvios perigosos (exemplo: válvula falha e abre totalmente). 
d) Avaliar qualitativamente as consequências dos desvios perigosos (tanque transborda, produto inflamável entra em ignição). 
e) Verificar se há meios para o operador tomar conhecimento de que o desvio perigoso está ocorrendo (registrador de vazão no painel, indicador no campo). 
f) Estabelecer medidas de controle de riscos e de controle de emergências. As medidas de controle de risco, como implantar sistema de monitoramento do nível do tanque e aplicar programa de treinamento, têm por finalidade evitar o evento perigoso. As de controle de emergência, como implantar sistema de detecção de gases, combate a incêndio e de evacuação, tem por finalidade reduzir as consequências do evento, caso ele venha a ocorrer. 
g) Selecionar outra variável de processo e aplicar-lhe as palavras-guia. 
h) Temperatura, viscosidade, pressão, composição, verificando se são perigosos os desvios: temperatura maior, temperatura menor, viscosidade maior, viscosidade menor, pressão maior, mudança na composição, componentes a mais, etc. 
i) Analisadas as variáveis, selecionar outra linha de processo e repetir os passos de a até h. 
j) Analisadas as linhas, selecionam-se os equipamentos e aplicam-se as palavras-guia às funções por eles exercidas e a suas variáveis de processo. 
Exemplo: se a função do equipamento é decantação, podemos analisar os desvios: mais decantação, menos decantação, decantação inversa, ou seja, flutuação.

Aplicação em processos descontínuos
a) Selecionar um passo da operação descontínua, geralmente escrita na forma de procedimento. A forma de escrever o procedimento é essencial para a eficácia do HAZOP.
As sentenças devem ser iniciadas por verbos no imperativo ou infinitivo. 
Devem ser curtas e restringir à ação pretendida, evitando-se transformar o procedimento em apostila.
Por exemplo, numa receita de bolo a instrução é dada de forma objetiva: adicionar 100 g de açúcar.
Na instrução não se deve fazer uma longa explicação do por que do açúcar, dos motivos que nos levam a fazer bolos com sabor doce.
Se o procedimento estiver na forma indicada, pode-se aplicar facilmente as palavras-guia.
Mais, por exemplo, levaria a mais açúcar.
É possível que seja colocado mais açúcar? Quais as consequências? 
b) Aplicar as palavras-guia ao passo selecionado para detectar desvios; verificar se os desvios identificados são perigosos ou prejudicam a operabilidade do sistema. 
c) Verificar se o operador dispõe de meios para detectar a ocorrência dos desvios perigosos.
d) Estabelecer medidas de controle de riscos e de emergências. 
e) Selecionar um segundo passo do procedimento e repetir a análise.

Exemplo de aplicação do HAZOP 
Vamos analisar a aplicação a um processo descontínuo. Na manhã de sábado, 10 de setembro de 1976, ocorreu uma explosão numa indústria de triclorofeno, em Seveso, Itália. 

Uma decomposição exotérmica provocou a ruptura do reator e a emissão de gás tóxico para a atmosfera. A elevada temperatura do reator favorecera o aumento de TCDD (Tetracloro – Dibenzo – para – Dioxina). 

O TCDD é uma das mais venenosas substâncias conhecidas e o acidente, um dos mais graves ocorridos em todo o mundo. Analisamos dois passos do procedimento utilizado no sistema de reação e apresentamos no Quadro 5.13 as falhas que levaram ao acidente com indicação de como a aplicação do HAZOP poderia ter identificado os perigos.


Como podemos perceber, a aplicação do HAZOP identifica desvios possíveis, mas as consequências só podem ser previstas por quem conheça o processo, as reações químicas e tenha experiência. 
A causa da falha na execução da primeira instrução poderia ser descuido do operador. 
As medidas de controle de riscos poderiam ser o descuido do operador. 
As medidas de controle de risco poderiam ser, por exemplo, implantar lista de verificação para evitar esquecimentos, elaborar procedimento operacional com alerta para os riscos identificados e instalar mais indicadores de nível. 
As medidas de controle de emergência poderiam incluir um sistema de resfriamento acionado por sensor de temperatura elevada, alarme de evacuação e alerta à comunidade.

Fonte: e-Tec Brasil - Gerenciamento de Riscos

Ferrramentas para análise e gerenciamento de riscos. PARTE 4

FMEA - A Análise de Modos de Falha e Efeitos ou Failure Mode and Efect Analysis (FMEA) é uma ferramenta que busca evitar, por meio da análise das falhas potenciais e propostas de ações de melhoria, que ocorram falhas no projeto do produto ou do processo. Logo, o objetivo é detectar falhas antes que o produto seja produzido.
A FMEA é realizada por meio de uma minuciosa análise quantitativa ou qualitativa do sistema, de seus elementos que identifica as possibilidades de falha de um equipamento ou sistema, assim como os futuros efeitos para o sistema, para o meio ambiente e para o próprio componente. 

Também é possível estimar as taxas de falha, visando a implementação de mudanças e alternativas para o aumento da confiabilidade do sistema.

As técnicas de análise, como a FMEA ou de qualquer outra, pressupõe conhecimento do sistema, assim como a compreensão da função e objetivos do mesmo. 

Também, deve-se identificar as restrições para sua operação, além dos limites que podem representar sucesso ou falha. 
Um bom conhecimento do sistema é premissa básica à aplicação bem sucedida de qualquer técnica, seja de identificação de perigos, análise ou avaliação de riscos. 
Em seguida, procede-se a identificação de componentes ou conjuntos que representam situações críticas para a finalidade do produto ou para a segurança do operador.
 Portanto, esses componentes críticos devem receber especial atenção, recebendo uma análise mais completa e pormenorizada. A FMEA mostra-se eficiente quando aplicada a sistemas elementares e de falhas triviais. 
Porém, em sistemas mais complexos, recomenda-se o uso de outras técnicas, como por exemplo, a análise de árvore de falhas. 
Portanto, a metodologia FMEA pode proporcionar para a empresa uma forma sistemática para catalogar informações sobre as falhas dos produtos/processos, assim como levar a um melhor conhecimento dos problemas nos produtos/ processos. 
Ações de melhoria no projeto do produto/processo podem ser desenvolvidas baseadas em dados, levando a uma melhoria contínua. 

Também pode haver reflexos na diminuição de custos por meio da prevenção de ocorrência de falhas.




Objetivos da FMEA Apesar de ter sido desenvolvida com um enfoque no projeto de novos produtos e processos, a metodologia FMEA, pela sua grande utilidade, passou a ser aplicada de diversas maneiras, de acordo com De Cicco e Fantazzini (2003), tais como: 
• Revisão sistemática dos modos de falhas de um componente para garantir danos mínimos ao sistema. 
• Determinação dos efeitos que tais falhas terão em outros componentes do sistema. 
• Determinação dos componentes cujas falhas teriam efeito crítico na operação do sistema (falhas de efeito crítico).
• Cálculo da probabilidade de falhas de montagem, subsistemas e sistemas, a partir da probabilidade de falha de seus componentes.
• Determinação de como podem ser reduzidas as probabilidades de falhas de componentes, montagens e subsistemas, através do uso de componentes com confiabilidade alta.

Aplicações da FMEA 
Pode-se aplicar a análise FMEA, de acordo com De Cicco e Fantazzini (2003), nas seguintes situações: 
• Para diminuir a probabilidade da ocorrência de falhas em projetos de novos produtos ou processos. 
• Para diminuir a probabilidade de falhas potenciais que ainda não tenham ocorrido em produtos/processos já em operação. 
• Para aumentar a confiabilidade de produtos ou processos já em operação por meio da análise das falhas que já ocorreram. 
• Para diminuir os riscos de erros e aumentar a qualidade em procedimentos administrativos. 
Procedimentos utilizados Para uma análise detalhada desse método, será utilizado o modelo descrito a seguir, baseado em De Cicco e Fantazzini (2003), em que serão registradas as informações e dados relativos aos sistemas ou subsistemas em estudo. 
Esse modelo é apenas uma das formas de representação das muitas existentes, cabendo a cada empresa idealizar a que melhor se adapte a ela.





NPR é o produto da severidade, ocorrência e detecção. Avaliado como em um diagrama de Pareto. 
Na ocorrência de uma nota ALTA de severidade, especial atenção deve ser dirigida a essa falha independente do valor do NPR. 

Para o preenchimento das entradas nas várias colunas desse modelo, adotam-se os seguintes procedimentos, de acordo com Souza (2012): 
a) Divide-se o sistema em subsistemas que podem ser efetivamente controlados. 
b) Traçam-se diagramas de blocos funcionais do sistema e de cada subsistema com a finalidade de se determinar seus inter-relacionamentos e de seus componentes. 
c) Prepara-se uma listagem completa dos componentes de cada subsistema, registrando-se, ao mesmo tempo, a função específica de cada um deles. 
d) Determina-se, através da análise de projetos e diagramas, os modos de falha que poderiam ocorrer e afetar cada componente. 

Devem ser considerados quatro modos de falha:
• Operação prematura. 
• Falha em operar num tempo prescrito. 
• Falha em cessar de operar num tempo prescrito. 
• Falha durante a operação. Frequentemente, haverá vários modos de falhas para um único componente, alguns dos quais apresentam a possibilidade de gerar acidentes, enquanto outros não. Dessa forma, as falhas são consideradas como eventos independentes, e não relacionadas entre si no sistema, com exceção dos efeitos subsequentes que possam produzir. A probabilidade de falha do sistema ou subsistema será igual à probabilidade total dos modos de falha. E devem ser eliminadas as taxas de falha relativas aos modos de falha que não geram acidentes.
e) Indicam-se os efeitos de cada falha específica sobre outros componentes do subsistema e, também, como cada falha específica afeta o desempenho total do subsistema em relação à sua missão.


f) A gravidade de cada falha específica é estimada de acordo com as categorias ou classes de risco, apresentadas anteriormente. 
É possível acrescentar outra coluna ao modelo, em que serão estimados para cada modo de falha específico os Tempos Médios Entre Falhas (TMEF). 

Poderá ser utilizada uma classificação de taxas de falha como a seguinte: 


A estimativa das taxas de falha poderá ser realizada através de taxas genéricas desenvolvidas a partir de testes realizados pelos fabricantes dos componentes, pela comparação com equipamentos ou sistemas similares ou com auxílio de dados de engenharia.
g) Indicam-se os métodos de detecção de cada falha específica, e as possí- veis ações de compensação que deverão ser adotadas para eliminar ou controlar cada falha específica e seus efeitos.

Essas ações podem traduzir medidas de prevenção total ao tipo de falha; medidas de prevenção total de uma causa de falha; medidas que dificultam a ocorrência de falhas; medidas que limitam o efeito do tipo de falha; medidas que aumentam a probabilidade de detecção do tipo ou da causa de falha.
Deve-se analisar a viabilidade de cada medida e então definir as que serão implantadas.



Fonte: e-Tec Brasil - Gerenciamento de Riscos

Vamos falar sobre HAZOP   Continue lendo 

Ferrramentas para análise e gerenciamento de riscos. PARTE 2

What-If / Checklist (WIC) 






Resulta da união do brainstorming gerado pela técnica What-If com a sistematização do checklist, trazendo como resultado um detalhamento maior da análise e uma visão mais global do sistema.


Checklists e roteiros 

A utilização de roteiros visa à confirmação da conformidade entre as atividades desenvolvidas e os procedimentos operacionais padronizados, buscando-se, em caso de inconformidades, a identificação dos riscos associados aos processos. 
Através desta técnica, diversos aspectos do sistema são analisados comparando-os com uma listagem pré-estabelecida de itens, criada com base em processos similares. 
Procura-se, com isso, identificar e documentar as possíveis deficiências do sistema. 
Por maior que seja a extensão e precisão desses questionários e roteiros, sempre há a possibilidade da omissão de relevantes situações de risco. 
Visando a minimização dessas ocorrências, deve haver uma adaptação dos instrumentos às características específicas e particularidades da organização. 

Exemplo de checklist A seguir, será apresentada, com base em De Cicco e Fantazzini (2003), um exemplo sobre proteção contra incêndios em uma unidade industrial.

• Se o edifício tem paredes fechadas, com difícil acesso e se a construção ou suas instalações abrigam materiais combustíveis, foram instalados “sprinklers” automáticos?

• Se o edifício tem paredes abertas e a construção ou suas instalações encerram materiais combustíveis, a proteção por hidrantes prevista é adequada?

• Quais hidrantes servem a área?

• Quais unidades de canhão fixos ou portáteis (que fazem parte dos hidrantes ou não) foram fornecidos de modo a proporcionar uma cobertura adequada das instalações ou estocagem em áreas abertas (não dentro de edifícios de paredes fechadas ou abertas)?
• As linhas principais subterrâneas foram expandidas, ou integradas em anel para suprir sistemas adicionais de “sprinklers”, hidrantes e unidades de canhão? As extremidades mortas devem ser evitadas. Que válvulas de controle de ramais são disponíveis?

• O interior do edifícios conta com pontos de hidrantes com mangueiras?

• Que tipo, tamanho, localização e número de extintores de incêndio são necessários?

• Que tipo de proteção foi providenciada para os líquidos inflamáveis estocados em tanques? Espuma? Diques com válvulas de drenagem na parte externa?

• As estruturas metálicas que suportam cargas, e estariam potencialmente expostas a incêndios de gases ou líquidos inflamáveis, foram tornadas resistentes ao fogo até uma altura suficientemente acima do solo, de modo a proteger o metal?


• A drenagem foi dimensionada para acomodar derramamentos de líquidos inflamáveis, bem como a água utilizada para combate a incêndio, evitando que se atinjam os edifícios, tanques de estocagem e equipamentos?


• Qual são as medidas de proteção contra ignição de poeiras explosivas?

• Qual é a capacidade das reservas de água para o combate a incêndio? Qual a sua demanda máxima?

• Por quanto tempo o fornecimento de água suportará a demanda máxima?

• Qual a perda máxima provável estimada em caso de incêndio?

• Qual o “hold-up” aproximado de líquidos inflamáveis nos equipamentos? Suas quantidades são mantidas dentro dos níveis mínimos possíveis?

• Que atenção foi dada à proteção do equipamento contra incêndios externos?

• Os tanques do “inventário líquido” são localizados ao nível do solo ou enterrados, ao invés de estarem elevados?

• A área foi pavimentada de modo a conduzir e coletar líquidos derramados para longe de equipamentos? Quais são as medidas relativas à drenagem?

• Como os parques principais de estocagem estão localizados de modo a minimizar os riscos para equipamentos, meio ambiente e pessoas em caso de vazamentos com incêndio ou explosão?

• Todas as estruturas são feitas de materiais não inflamáveis e paredes corta-fogo, divisórias e outras barreiras, em áreas onde é necessário separar as áreas de valor importante da propriedade, operações de alto risco e unidades importantes para a continuidade da produção?

• As unidades de operação estão adequadamente espaçadas de forma a diminuir os danos potenciais de incêndios e explosões nas unidades adjacentes, e para permitir espaço para as atividades de combate a incêndio?

• Foram designadas localizações apropriadas para os alarmes de incêndio?

• Quais dados referentes a orientações foram desenvolvidos e que proteção foi providenciada para as áreas de estocagem de alto nível de empilhamento e adensamento de produtos e outros materiais?

Fonte: e-Tec Brasil - Gerenciamento de Riscos

Vamos falar agora Sobre APR
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Ferrramentas para análise e gerenciamento de riscos. PARTE 3

APR - Analise Preliminar de Riscos e APP Análise Preliminar de Perigos



Objetivos : Conhecer as principais técnicas para análise de riscos. Compreender a inserção das técnicas de análise de riscos no processo de gerenciamento de riscos.

Análise Preliminar de Riscos (APR) Análise Preliminar de Riscos (APR), Análise Preliminar de Perigos (APP) ou Preliminary Hazard Analysis (PHA), consiste na primeira abordagem sobre a análise do objeto de estudo.
Seu foco de atuação está na antecipação, durante a fase de criação ou desenvolvimento de um novo sistema, visando a determinação dos possíveis riscos presentes na fase operacional.
É uma análise do tipo qualitativa de especial importância na investigação de sistemas inovadores e/ou pouco conhecidos, ou seja, quando a experiência em riscos na sua operação é carente ou deficiente.
Pode ser aplicada em unidades já em operação, permitindo, nesse caso, a realização de uma revisão dos aspectos de segurança existentes.
A melhor forma de controle das medidas recomendadas pela APR é através de uma lista de verificação.
Atua sobre os possíveis eventos perigosos ou indesejáveis capazes de gerar perdas na fase de execução do projeto.
Com base em uma APR, obtêm-se uma listagem de riscos com medidas de controle a serem adotadas. Permite ainda estabelecer responsabilidades no controle de risco, indicando sua relevância na gestão de riscos. Visa à identificação e avaliação preliminar dos riscos presentes em uma instalação ou unidade.
Para cada risco analisado, busca-se determinar: 
• Os eventos acidentais a ele associados. 
• As consequências da ocorrência desses eventos.
• As causas básicas e os eventos intermediários. 
• Os modos de prevenção das causas básicas e eventos intermediários. 
• Os modos de proteção e controle, dada a ocorrência das causas básicas e eventos intermediários.
Em seguida, procede-se uma estimativa qualitativa preliminar do risco associado a cada sequência de eventos, a partir da estimativa da frequência e da severidade da sua ocorrência. 
As etapas básicas da APR são: 
• Rever problemas conhecidos. 
• Revisar a experiência passada em sistemas similares ou análogos, para determinação de riscos que poderão estar presentes no sistema que está sendo desenvolvido. 
• Revisar a missão. 
• Atentar para os objetivos, as exigências de desempenho, as principais funções e procedimentos, os ambientes onde se darão as operações. 
• Determinar os riscos principais.
• Quais serão os riscos principais com potencialidade para causar direta e imediatamente lesões, perda de função, danos a equipamentos, perda de material. 
• Determinar os riscos iniciais e contribuintes. Para cada risco principal detectado, elaborar as séries de riscos, determinando os riscos iniciais e contribuintes. 
• Revisar os meios de eliminação ou controle dos riscos. 
• Elaborar uma revisão dos meios possíveis, procurando as melhores opções compatíveis com as exigências do sistema. • Analisar os métodos de restrição de danos. Considerar os métodos possíveis mais eficientes na restrição geral de danos, no caso de perda de controle sobre os riscos.
• Indicar quem levará a cabo às ações corretivas. 
• Indicar claramente os responsáveis pelas ações corretivas, designando as atividades que cada unidade deverá desenvolver.
Análises mais detalhadas ou específicas deverão ser realizadas, logo que forem possíveis.
Deve ser lembrado que para sistemas bem conhecidos, nos quais há bastante experiência acumulada em riscos, a APR pouco adiciona.
Nesses casos, pode-se iniciar imediatamente outras técnicas.

Exemplos de aplicação da metodologia – modelo de planilha APR










De acordo com o gerente de risco, podem ser inseridas outras colunas, tais como: natureza do risco, responsável pelas medidas preventivas e/ou corretivas, atividade, probabilidade.



Fonte:e-Tec Brasil - Gerenciamento de Riscos


Vamos falar sobre FMEA continue lendo 

Ferrramentas para análise e gerenciamento de riscos. PARTE 1

Nesta semana resolvemos falar um pouco sobre algumas ferrramentas para análise e gerenciamento de riscos.


Objetivos : Conhecer as principais técnicas para análise de riscos. Compreender a inserção das técnicas de análise de riscos no processo de gerenciamento de riscos.

Vamos abordar algumas delas

Técnicas de identificação de perigos

What-If / E se... (WI)

What-If / Checklist (WIC)

Técnicas de Análise
APR - Análise Preliminar de Riscos e APP Análise Preliminar de Perigos

Análise de modos de falhas e efeitos – FMEA

Análise da operabilidade de perigos (HAZOP)



Vamos lá, começaremos falar  sobre WHAT IF - E SE (WI)

Trata-se de uma técnica de análise qualitativa e geral, de simples aplicação, cuja utilidade é possibilitar uma primeira abordagem para identificação de riscos. Pode ser utilizada no projeto, na fase pré-operacional ou na produção, não sendo limitada às empresas de processo. O WI tem como objetivo: 
• Identificar, através dos fluxogramas disponíveis, os perigos presentes nas instalações, em projetos ou estruturas existentes. 
• Identificar problemas operacionais. 
• Relacionar as diferentes ações de melhorias complementares que permitem obter um nível de segurança aceitável. 
• Pesquisar com profundidade possíveis desvios.

A técnica é desenvolvida por meio de reuniões entre duas equipes e elaboração de questionamentos através de suposições. E se....?. As indagações devem incluir os procedimentos, instalações e processos da situação analisada e podem ser livres ou sistemáticos. No questionamento livre, as perguntas podem ser totalmente desassociadas. Já no sistemático, o objetivo das perguntas é focado em pontos específicos como um martelo. A equipe responsável pelas indagações conhece e está familiarizada com o sistema analisado e deve elaborar, antecipadamente, as questões com a finalidade de nortear as discussões. A utilização periódica do procedimento garante um bom resultado no que se refere à revisão de riscos do processo. Com a aplicação do What-If, uma ampla quantidade de riscos e possíveis soluções é identificada através do estudo de desvios, estabelecendo, ainda, um consenso entre as áreas de produção, processo e segurança, quanto à forma mais segura de operacionalizar a produção. O relatório dos procedimentos oferece um material facilmente compreensível que pode ser utilizado para treinamentos e base para revisões futuras. De Cicco e Fantazzini (2003) sugerem alguns passos básicos para a sua aplicação: 

a) Formação do comitê de revisão – montagens das equipes e seus integrantes. 
b) Planejamento prévio – planejamento das atividades e pontos a serem abordados na aplicação da técnica. 
c) Reunião organizacional – com a finalidade de discutir procedimentos, programação de novas reuniões, definição de metas para as tarefas e informação aos integrantes sobre o funcionamento do sistema sob análise. 
d) Reunião de revisão de processo – para os integrantes ainda não familiarizados com o sistema em estudo. 
e) Reunião de formulação de questões – formulação de questões “O QUE – SE...”, começando do início do processo e continuando ao longo do mesmo, passo a passo, até o produto acabado colocado na planta do cliente. 
f) Reunião de respostas às questões (formulação consensual) – em sequência à reunião de formulação das questões, cabe a responsabilidade individual para o desenvolvimento de respostas escritas às questões. As respostas serão analisadas durante a reunião de resposta às questões, sendo cada resposta categorizada como: – a resposta aceita pelo grupo tal como submetida; – resposta aceita após discussão e/ou modificação; – aceita- ção postergada, em dependência de investigação adicional. O consenso grupal é o ponto chave dessa etapa, quando a análise de riscos tende a se fortalecer. 
g) Relatório de revisão dos riscos do processo – o objetivo é documentar os riscos identificados na revisão, bem como registrar as ações recomendadas para eliminação ou controle dos mesmos.

Exemplos de aplicação da técnica WI Sequência de atividades que devem ser realizadas para acionar o compressor para encher o pneu de ar:
• Verificar se os registros estão fechados.
• Drenar reservatórios.
• Verificar correias de transmissão.
• Definir o nível de óleo do cabeçote.
• Armar o disjuntor e ligar a botoeira.
• Aguardar enchimento do reservatório e desligar o compressor.
• Abrir registro de saída de ar.
• Posicionar e regular a pressão na posição desligar.
• Encher o pneu. 
a) Questão – E se os registros não estiverem fechados? Resposta – Acarretará vazamentos. Recomendação – Fechar os registros. 
b) Questão – E se o usuário não conhecer o sistema? Resposta – Poderá causar danos ao equipamento ou lesões a sí ou a terceiros. Recomendação – Usuários habilitados ou não habilitados antes de ligar o sistema devem ler os procedimentos.
c) Questão – E se o dreno estiver entupido? Resposta – Acumulo de água e envio de ar umedecido para o sistema que poderá danificar a pressão e os registros. Recomendação – Proceder desentupimento ou trocar registro do dreno.

Considere a atividadelavar roupa utilizando a máquina lavadora automática.
a) Listar a sequência de atividades para lavar 5 kg de roupa utilizando a lavadora de roupa automática.
b) Utilizando a planilha WI, indicar na primeira coluna cada uma das atividades listadas no item anterior.
c) Para cada uma das atividades fazer a pergunta: O que aconteceria se _____? e preencher todas as colunas da planilha.

Fonte: e-Tec Brasil - Gerenciamento de Riscos

Continuaremos a falar sobre  What-If / Checklist (WIC)





Quando me Tornei Invisível




Quando me Tornei Invisível
Já não sei em que datas estamos, nesta casa não há folhinhas, e na minha memória tudo está revolto. As coisas antigas foram desaparecendo.E eu também fui apagando sem que ninguém se desse conta.
Quando a família cresceu, trocaram-me de quarto. Depois, passaram-me para outro menor ainda acompanhada das minhas netas, agora ocupo o anexo, no quintal de trás.
Prometeram-me mudar o vidro partido da janela, mas esqueceram-se. E nas noites, que por ali sopra um ventinho gelado aumentam mais as minhas dores reumáticas.
Um dia à tarde dei conta que a minha voz desapareceu. Quando falo, os meus filhos e netos não me respondem. Conversam sem olhar para mim, como se eu não estivessem com eles. Ás vezes digo algo, acreditando que apreciarão os meus conselhos, mas não me olham, nem me respondem, então retiro-me para o meu canto, antes de terminar a caneca de café. Faço isso para que compreendam que estou triste e para que me venham procurar e me peçam perdão...
Mas ninguém vem . No dia seguinte disse lhes:
- Quando eu morrer, então sim vocês irão sentir a minha falta.
E meu neto perguntou:
- Estás viva avó? ( rindo)
Estive três dias a chorar no meu quarto, até que numa certa manhã, um dos netos entrou para guardar umas coisas velhas. Nem bom dia me deu , foi então que me convenci de que sou invisível.
Uma vez os netos vieram dizer-me que iriamos passear ao campo. Fiquei muito feliz, fazia tanto tempo que não saía!
Fui a primeira a levantar, quis arrumar as coisas com calma, afinal nós velhos somos mais lentos, assim arranjei-me a tempo de não atrasá-los. Em pouco tempo, todos entravam e saíam correndo da casa, atirando bolas e brinquedos para o carro.
Eu já estava pronta e muito alegre, parei na porta e fiquei à espera. Quando se foram embora, compreendi que eu não estava convidada, talvez porque não cabia no carro. Senti que o coração encolhia e o queixo tremia, como alguém que tinha vontade de chorar. Eu os entendo, são jovens, riem, sonham, se abraçam, se beijam e eu e eu.... Antes beijava os meus netos, adorava tê-los nos braços, como se fossem meus. E até cantava canções de embalar que tinha esquecido. Mas um dia...
Um dia a minha neta que acabava de ter um bébé me disse que não era bom que os velhos beijassem os bébés por questões de saúde. Desde então, não me aproximo mais deles, tenho tanto medo de contagia-los! Eu não tenho magoa deles , eu perdoo a todos , porque que culpa têm eles, de que eu tenha me tornado invisível?

Texto original - " El dia que me volvi invisible "
Autora - Silvia Castillejon Peral 
Cidade do México - 2002

Sistema Harmonizado Globalmente para a Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos



O que é o GHS - Globally Harmonized System ? 
GHS é o acrônimo para The Globally Harmonized System of Classification and Labelling of Chemicals - Sistema Harmonizado Globalmente para a Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos. Trata-se de uma abordagem lógica e abrangente para:

• Definição dos perigos dos produtos químicos;

• Criação de processos de classificação que usem os dados disponíveis sobre os produtos químicos que são comparados a critérios de perigo já definidos, e

• A comunicação da informação de perigo em rótulos e FISPQ (Fichas de Informação de Segurança para Produtos Químicos).

Muitos países, órgãos e agências reguladoras já têm sistemas implantados para cumprir todos ou alguns dos objetivos estabelecidos pelo GHS. Esses sistemas, no entanto, nem sempre são compatíveis, o que obriga as empresas a manter vários esquemas para atender as exigências de diferentes agências reguladoras nos EUA (CPSC, DOT, EPA, OSHA, etc) e dos países para os quais exportam. 

O GHS não é uma regulamentação. As instruções apresentadas fornecem um mecanismo para atender à exigência básica de qualquer sistema de comunicação de perigos, que é decidir se o produto químico fabricado ou fornecido é perigoso e preparar um rótulo e/ou uma FISPQ apropriada. 

O documento do GHS, também conhecido como “Purple Book”, é composto por requisitos técnicos de classificação e de comunicação de perigos, com informações explicativas sobre como aplicar o sistema. O documento GHS integra o trabalho técnico de três organizações: OIT, OECD e UNCETDG, com informações explicativas. Ele fornece blocos para construção ou módulos de implantação para os órgãos reguladores desenvolverem ou modificarem programas nacionais existentes que garantam o uso seguro de produtos químicos ao longo de todo seu ciclo de vida.

Por que o GHS foi desenvolvido?

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Mesa redonda discutiu novela Velho Chico e sustentabilidade

mesa redonda velho chico 2 vam 2016


23/05/2016

Na manhã da sexta-feira (20), a Diretoria de Responsabilidade Social da Globo e a Fundação SOS Mata Atlântica promoveram, no Museu de Arte do Rio (MAR), a mesa redonda “Outras Vozes do Velho Chico”, que discutiu como uma novela pode ajudar a popularizar o conceito de sustentabilidade. A jornalista Sônia Bridi mediou o debate com a participação de Rodrigo Medeiros (Conservação Internacional Brasil), Malu Ribeiro (SOS Mata Atlântica), Pedro Paulo Diniz (Fazenda da Toca) e Fernando Viana (Ecoaba e Vale das Palmeiras). O debate teve ainda a contribuição do ator Marcos Palmeira, que enviou um vídeo com comentários.

A agroecologia, o consumo consciente, a integralidade do conceito de meio ambiente e o processo de abordagem destes temas nos capítulos da novela “Velho Chico” foram temas do debate.

Em sua participação por vídeo, o ator Marcos Palmeira, que também é produtor de orgânicos, justificou sua opção pelo não uso de agrotóxicos: “A minha ficha caiu quando comprei a minha fazenda e os funcionários não comiam aquilo que plantavam”.

Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica, ressaltou em diversos momentos do debate que o modelo de desenvolvimento brasileiro, quando calcado em projetos mal executados, têm custado a saúde dos rios do país. Ela defende que a recuperação dos rios depende da atuação conjunta de diversos setores: ” Tudo que a gente faz na bacia hidrográfica e nas cidades se reflete nos rios. Não dá para defender a água e as florestas se não tiver parceria com agricultores familiares, quilombolas, índios, grandes empresas e a população dos grandes centros urbanos”.

Malu ressaltou os sentimentos de identificação evocados pela novela, e lembrou que outros grandes rios brasileiros estão sofrendo com a degradação, com o exemplo do Tietê: “assim como o personagem da novela, um pescador que chora pelo desaparecimento dos peixes no Velho Chico, eu senti muito a falta do Rio Tietê. Era um rio onde eu nadava quando pequena e que em poucas décadas se tornou impróprio para banho. Pode levar mais de 50 anos para ser despoluído.”

Rodrigo Medeiros, da Conservação Internacional, ONG que faz a colaboração técnica para o conteúdo da Velho Chico, ressaltou que “a parceria para esta novela é algo inédito, em que os autores se propuseram a abrir e discutir o roteiro”. Para Rodrigo, “a urbanização trouxe um distanciamento entre o que a gente vê e aquilo que a gente consome no dia a dia”. Por isso, “utilizar as novelas – um veículo tão popular – e trazer para dentro do seu conteúdo essa mensagem de como a natureza é importante para a população é uma oportunidade única. É a melhor forma de incorporar a cultura da sustentabilidade na vida das pessoas.”

É preciso repensar o uso de soluções artificiais para aumento da produtividade, defende Pedro Paulo Diniz, da Fazenda da Toca. “As soluções de combate às pragas acabaram ajudando a criar novos problemas, como as pragas mais resistentes. A própria natureza pode trabalhar a nosso favor, e sem custos.” Diniz citou o exemplo da polinização no cultivo do maracujá, que naturalmente é realizada por abelhas.

A mesa redonda integrou a programação do Viva a Mata 2016, evento anual da Fundação SOS Mata Atlântica que lembra o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio). O evento teve o patrocínio do Bradesco Seguros, apoio da Fundação Roberto Marinho, Museu do Amanhã, Instituto de Desenvolvimento e Gestão, Museu de Arte do Rio, Instituto Odeon, Fazenda Culinária e TAM.

O encontro também lançou a 9ª edição dos Cadernos Globo, Vozes do Velho Chico, que aborda ‘o rio’ , ‘a terra’ e ‘a gente’ por meio de artigos, entrevistas e reportagens, além de ter exibido um minidocumentário produzido por estudantes e estagiários da Universidade Vale do São Francisco (Univasf) sobre o perfil de moradores da região.

Fonte: SOSMA - SOS Mata Atlantica

Novela Velho Chico inspira discussão sobre meio ambiente no Viva a Mata



Sônia Bridi (Globo), Rodrigo Medeiros (Conservação Internacional), Pedro Paulo Diniz (Fazenda da Toca), Malu Ribeiro (SOS Mata Atlântica) e Fernando Viana (Fazenda Vale das Palmeiras) participam de bate-papo no MAR
Crédito: Kiko Cabral

 

"A tragédia do meio ambiente não é uma tragédia sem a gente". Foi reforçando a conexão entre o homem e a natureza que a jornalista Sônia Bridi deu início ao seminário Outras Vozes do Velho Chico, que discutiu sustentabilidade, meio ambiente e agroecologia inspirado pela novela Velho Chico. O encontro também lançou a 9ª edição dos Cadernos Globo, Vozes do Velho Chico, que aborda 'o rio' , 'a terra' e 'a gente' por meio de artigos, entrevistas e reportagens, além de ter exibido um minidocumentário produzido por estudantes e estagiários da Universidade Vale do São Francisco (Univasf) sobre o perfil de moradores da região. Realizado na manhã desta sexta-feira (20/05) no Museu de Arte do Rio (MAR), o debate é parte da plataforma Menos é Mais, da Globo, e compõe a programação do “Viva a Mata”, promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica.

Projeto poste de luz com energia solar beneficia comunidades carentes.....





Publicado em 22 de abr de 2016
Project in São Paulo - Vila Moraes.

This video was used in the presentation that awarded the project with the prestigious St. Andrews Prize for the Environment.

Help us caption & translate this video!


Projeto Litro de Luz Brasil - Poste de Luz


Publicado em 12 de mai de 2015
Um Litro de Luz Brasil é uma associação sem fins lucrativos que visa prover uma fonte de luz econômica e ecologicamente sustentável para as casas e escolas que não possuem recursos ou não possuem acesso à eletricidade. Mais informações: facebook.com/umlitrodeluzbrasil



Publicado em 25 de ago de 2015
1a Instalação com placa solar do Litro de Luz no Brasil. A comunidade impactada foi Vila Beira Mar, em Duque de Caxias.



Postes feitos com reaproveitamento de materiais e abastecidos por energia solar iluminam comunidades sem acesso à eletricidade

A Litro de Luz criou postes solares ecológicos e sustentáveis, construídos com canos de PVC, garrafas PET, placas solares e lâmpadas de LED

Imagem: divulgação
Falta de energia elétrica é sinônimo de exclusão. Consciente dessa realidade e da realidade de muitas comunidades do mundo, a ONG Litro de Luz, presente em 21 países, criou um projeto muito interessante que está ajudando a levar luz para comunidades carentes ou isoladas que não possuem acesso a energia elétrica ou que não podem arcar com seus custos. O projeto fabrica uma fonte de luz ecológica e economicamente sustentável com canos de PVC, garrafas PET, placas solares e lâmpadas de LED.
A gestora de Políticas Públicas e umas das responsáveis pela ONG Internacional "Litro de Luz", em Brasília, Larissa Sampaio, explicou como esse projeto tem ajudado a essas comunidades.

“O Litro de Luz começou iluminando casas com lâmpadas de garrafa PET, que eram colocadas nas telhas das casas com água e alvejante em seu interior e iluminavam as casas, durante o dia, devido ao efeito da refração. À medida que a ONG foi evoluindo, percebemos um grande problema com a iluminação pública, então criamos o Poste Solar, construído com canos de PVC, uma bateria, uma garrafa PET, uma placa solar e três lâmpadas de LED. Durante o dia, essa placa solar fica captando toda a iluminação e quando anoitece, esse poste acende, então ele tem o mesmo efeito de um poste comum, entretanto ele é sustentável e mais barato”.

No Brasil, esses postes solares já foram instalados em Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. A instalação em Brasília será em agosto.

A ONG ganhou o prêmio principal da Universidade St. Andrews, da Escócia, no valor de US$ 100 mil, oferecido a iniciativas ambientais, com um projeto para iluminar comunidades ribeirinhas da Amazônia. Assim, o projeto também beneficiará algumas comunidades da Amazônia, começando por Bararuá, Dominguinhos, Jacarezinho e São Jorge do Membeca.
Fonte: eCycle

Aprenda fazer "Lâmpada" Ecológica - Luz de graça.



Publicado em 26 de jan de 2011
Aprenda fazer uma "lâmpada" ecológica utilizando garrafa pet - by M.artes Vídeo

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Grupo do DF ganha prêmio por poste com garrafas PET e lâmpadas de LED

Estrutura custa R$ 260, contra até R$ 3 mil do objeto tradicional.

Estudantes receberam U$ 100 mil, equivalente a R$ 360 mil.


Estudantes de Brasília ganharam um prêmio internacional na última semana por criarem um poste sustentável, feito com lâmpada de led e garrafas pet. O objetivo do grupo é levar iluminação a comunidades carentes de todo o país. Com o prêmio Saint Andrews Prize For Environment, um dos mais importantes ligados à sustentabilidade, os jovens receberam US$ 100 mil – equivalente a R$ 360 mil. Com o dinheiro é possível montar 1,4 mil estruturas de energia solar e atender mais de 40 comunidades.
Um protótipo foi instalado no final de abril na comunidade Vila Beira Mar, no Rio de Janeiro. A invenção é inspirada em uma lâmpada desenvolvida pelo mecânico mineiro Alfredo Moser em 2002. Na tecnologia de Moser, a lâmpada fica dentro da garrafa, imersa em uma solução de água e alvejante. A mistura contribui para a refração da luz.
O projeto dos estudantes eliminou a mistura líquida, e ganhou melhorias. A energia vem de uma bateria de moto, que é carregada por uma placa solar. Há também um sensor que mantém a lâmpada ligada automaticamente só à noite. A intensidade é a mesma de uma lâmpada de 60 watts, como as usadas dentro de casa.
Cada poste desenvolvido pelos alunos custa R$ 260 – um tradicional, de concreto, pode chegar a R$ 3 mil. Os jovens participam do projeto "Um Litro de Luz Brasil", desenvolvido por uma ONG internacional. O objetivo da entidade é levar energia a pessoas e comunidades carentes.

Integrantes do projeto "Um litro de luz" com poste aceso (Foto: Luciana Amaral/G1)Integrantes do projeto "Um litro de luz" com poste aceso (Foto: Luciana Amaral/G1)
G1 Distrito Federal

 
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