Temporal provoca transtornos por mais de 24 horas em São Paulo

Voos no aeroporto de Congonhas são cancelados ou partem com horas de atraso. Nas ruas, longos trechos de alagamentos param o trânsito.
01/12/2018 20h59 Atualizado há 20 minutos

Temporal provoca transtornos por mais de 24 horas em São Paulo


Jornal Nacional




Temporal provoca transtornos por mais de 24 horas em São Paulo

Vinte e quatro horas depois, a Grande São Paulo ainda sente os efeitos do temporal que atrasou e cancelou voos e produziu prejuízos em quase toda a região. O sábado ficou com cara e trânsito de dia de semana.

De longe, parece só um rio cortando a mata. Mas basta olhar de perto para notar que o tapete que se formou é um monte de lixo acumulado no leito do rio Juqueri, que atravessa várias cidades paulistas. As consequências do descaso do homem e do temporal de sexta-feira à noite (30).

A chuva que atingiu a Grande São Paulo durou 16 horas. Por causa dos alagamentos, um trecho da Rodovia Anhanguera, que liga a capital ao interior, ficou 10 horas interditado.

A situação também ficou complicada em Caieiras, na região metropolitana. O repórter Alan Severiano sobrevoou a cidade a bordo do Globocop. Às 11 da manhã, ainda era possível ver as consequências do temporal. Caminhões ilhados no meio do alagamento e um campo de futebol também ficou debaixo d’água. Ao lado do campo, um centro de eventos da cidade também ficou ilhado. E uma fila de pessoas em mutirão tentava retirar material do local. Um ciclista quase foi engolido por tanta água.

Quando a água baixou, foi a lama que tomou conta das ruas e calçadas. Ficou no caminho de quem precisava chegar até a estação de trem, em Franco da Rocha.

Dentro das lojas, não tinha cliente, só funcionários trabalhando para dar conta da sujeira.

“Todo mundo perdeu tudo, o rapaz da lanchonete perdeu a lanchonete inteira. A minha loja eu perdi tudo”, diz a lojista Janaína Campos.

Os efeitos do temporal também foram sentidos na capital paulista. A cidade de São Paulo teve um sábado atípico, com registro de 80 quilômetros de congestionamento pela manhã. Principalmente porque vários trechos da Marginal Tietê, uma das vias mais importantes, ficaram alagados.

“Um motoqueiro que me ajudou a tirar o carro do meio da água. Senão a água tinha me levado acho que até embora”, conta o auxiliar de enfermagem Rafael Silveira.

Com os carros ilhados, o helicóptero da polícia precisou pousar na pista para resgatar um homem que tinha que correr para o hospital. Ele era candidato a uma cirurgia urgente de transplante de rim, que acabou não acontecendo porque ele não era compatível.

Rafael, de três anos, também foi transportado pelo helicóptero da polícia. O menino precisava fazer hemodiálise e por causa das interdições provocadas pela chuva, foi voando de São José dos Campos para o tratamento.

As interdições na pista também prejudicaram a chegada e saída dos ônibus no maior terminal rodoviário da América Latina, o Tietê.

Viajar pelo ar também não foi nada fácil neste sábado. "Devido aos problemas meteorológicos na cidade de São Paulo, várias tripulações não conseguiram chegar", anunciava o aeroporto de Congonhas.

Sem avião para embarcar tanto passageiro, o saguão do aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, ficou lotado.

“Está todo mundo aqui perdido sem saber nada de nada”, reclamava a aposentada Veronica Torreão.

Segundo a Infraero, foram 21 voos cancelados e 108 atrasados até às 18 horas. O professor Roni da Silva esperava há quase 15 horas para viajar.

A diretora de escola Edicleusa Al Kalah tentava explicar ao telefone porque não conseguiria chegar ao casamento do sobrinho, no Paraná. “O voo era às sete, passou para 8h20, passou para 9h20, passou 10h20, passou pra uma hora, duas horas e aí que cancelaram", diz.

O problema em São Paulo se refletiu em Brasília, Porto Alegre e no Rio de Janeiro, nos dois aeroportos: Santos Dumont e Tom Jobim. Era onde o estava o professor Clóvis, tentando chegar a São Luís. “Nós estamos para concluir 30 horas de voo”, disse.

A informação que mais preocupa realmente os passageiros é quando aparece escrito ‘procure a companhia aérea’. Essa é a razão de uma grande fila. Tem gente que deveria embarcar para voos para Salvador, Rio de Janeiro e também para Curitiba, caso de um grupo que deveria ter embarcado às sete da manhã.

E esperaram muito mais. A equipe do JN acabou encontrando o grupo mais tarde. Depois de sete horas no aeroporto, não teve outro jeito: “Desistimos de esperar. A gente preferiu alugar o carro e seguir viagem. Final de semana quer ficar com a família em casa, vamos seguir a estrada”, afirmou o contador Alexandre Locatelli.

Fonte: G1 

FEBRE AMARELA E TRANSPORTE

          
A grande mobilidade do ser humano, utilizando os mais variados tipos de veículos concorre para a disseminação de doenças e para a rápida transferência de um foco de infecção de uma região para outra. 

Os pontos mais distantes do nosso país, cada vez se tornam mais próximos. A evolução do transporte aproxima cada vez mais estes pontos. Até bem pouco tempo, somente através do transporte ferroviário, marítimo ou aéreo conseguíamos alcançar os pontos mais distantes. Hoje o predomínio é o transporte rodoviário que transita por todos rincões desse país. 

A Vigilância Sanitária preocupa-se em não deixar disseminar no país qualquer patologia que poderia comprometer toda à população. Cobra-se a vacinação para tal doença (febre amarela).

Hoje, com o desenvolvimento tecnológico, a aviação civil rompe o tempo de percurso entre os pontos mais longínquos, e em curto período, visita múltiplas regiões. Essa rapidez facilita o transporte de doenças as mais diversas e nos mais variados pontos. Além de transportar os doentes e portadores de doenças, o transporte em geral é capaz de conduzir o hospedeiro intermediário e o agente vetor favorecendo a disseminação e o aparecimento de focos a distância.

Torna-se cada vez mais difícil o controle das doenças tropicais e infectocontagiosas. Sabemos que a falta desse controle vai permitir o aparecimento de epidemias comprometendo todo o país.

O transporte em geral será o responsável pela disseminação, especificamente o transporte aéreo, será o elemento capaz de produzir a eclosão de focos epidêmicos quase simultâneos em toda a superfície terrestre, causando uma pandemia.

Hoje vemos Haemagogus, Sabethes, Aedes egipty, Phebotomus, e outros sendo transportados dos focos de origem para os grandes centros urbanos através de todo tipo de transporte. Hoje, principalmente pelo transporte rodoviário.

Medidas mais concretas devem ser adotadas pela vigilância sanitária com objetivo de se fazer o combate permanente a tais insetos que produzirão múltiplas doenças infecciosas graves na população dos grandes centros.

A vigilância sanitária dos aeroportos, aeroclubes e de qualquer pista de pouso deve ser enérgica em termos de obrigar a dedetização de tais aeronaves ao deixarem o campo de pouso de onde decolaram. Além disso, a dedetização também na chegada, vai proporcionar maior garantia de que nenhum vetor está sendo trazido para um grande centro, em consequência deixamos o vetor limitado à área endêmica.

Tal conduta se aplicaria nos terminais rodoviários, transportadoras, trens, navios e individualmente por todos os motoristas que transitam por tais áreas.

Estas são medidas profiláticas, fáceis de serem adotadas, de baixo custo e que seriam executadas pelos que transitam nestas regiões.

A vigilância sanitária de cada cidade faria à fiscalização e consequentemente as punições com multas àqueles que incorrem em erros, no descumprimento as necessidades básicas em termos de Saúde Pública.

Os aeroclubes tornam-se quase sempre os pontos de desembarque dentro dos hangares de uma vasta fauna de transmissores de doenças como os vetores da Febre Amarela, Malária, Dengue, Doença de Chagas, Chikungunya, Zika e outras.

Sabemos que todas essas doenças foram extremamente combatidas durante anos, com custos elevadíssimos na faixa litorânea do nosso país. De poucos anos para cá, já ressurge a Dengue. Alguns raros casos de Malária já foram citados nesta região e até de Doença de Chagas. Ressurge agora a Febre Amarela já provocando múltiplos óbitos.

Não podemos permitir que a reinfestação venha trazer os problemas de saúde do passado que levaram a população ao sofrimento e à morte.

Ações de motoristas, pilotos, maquinistas, comandantes de navios e barcos em geral, transportadoras, veículos de passeio, e ainda ações de órgãos governamentais e municipais devem erradicar insetos que possam estar sendo transportados impedindo a chegada dos mesmos aos grandes centros.

Dr. Dirceu Rodrigues Alves Jr.
Diretor da ABRAMET.

13 Experiências do Projeto Brincar

Secretaria Municipal de Educação de São Paulo
#ConteúdoAudioacessível - Conheça algumas das experiências das 13 unidades de Educação Infantil que participam do Projeto Brincar e têm realizado atividades pedagógicas e brincadeiras para todas as crianças - com e sem deficiência.
Os relatos estão registrados em banners que ganharam formato audiovisual acessível com narração, audiodescrição das imagens e interpretação em Língua Brasileira de Sinais.
Saiba mais aqui >> http://bit.ly/2zlTjRv e confire as produções das escolas:
CEMEI PROF LEILA GALLACCI
https://youtu.be/rgcQJaPgLIk
CEU EMEI CAMINHO DO MAR
https://youtu.be/4hWAxooyHhY
CEU EMEI CANTOS DO AMANHECER
https://youtu.be/WRDDVLAsf-E
EMEI FERNANDO DE AZEVEDO
https://youtu.be/lWRu9B7KIQ8
EMEI LUCIANA AZEVEDO POMPERMAYER
https://youtu.be/NTDSRJXMSy4
EMEI PROF JOSE RUBENS PERES
https://youtu.be/KdHfnlv-OGI
EMEI PROF OTTILIA DE JESUS
https://youtu.be/EleNhJTFIJg
EMEI PROF RAUL NEMENZ
https://youtu.be/NigexAhzYgk

Quando o pai cuida do filho, ele não está “ajudando”, está exercendo a paternidade

Luiza Fletcher
 • 6 de novembro de 2018
quando o pai cuida

Os pais são tão valiosos e responsáveis pelos filhos quanto as mães, e suas atitudes em relação aos filhos e à casa não são ajuda, são responsabilidade.

Muitos tendem a acreditar que as principais funções em relação aos filhos são naturalmente da mãe, por ela ter carregado a criança em seu ventre por 9 meses e também a concebido. Essa crença étransmitida de geração em geração em muitas famílias, e em muitos casos faz com que os pais acreditem que não têm verdadeira responsabilidade com os filhos, o que está errado.
A figura do pai e da mãe são igualmente fundamentais para que a criança cresça com saúde mental, emocional e física. Por mais que os primeiros contatos sejam com a mãe, os pais não devem ser aquela figura distante e autoritária, o mundo já não pensa mais dessa maneira, e essa ideia deve ser esquecida.
A responsabilidade com os filhos é igual para pai e mãe. Por isso, quando um pai ajuda a trocar as fraldas, dá banho, ensina e cuida, ele não está “ajudando”, sendo “gentil”, apenas está cumprindo com a sua função e exercendo a paternidade, que apesar dos desafios é uma das melhores fases na vida de uma pessoa.
Precisamos mudar essa realidade primeiro em nossas casas, e depois no mundo todo. Os pais são tão valiosos e responsáveis pelos filhos quanto as mães, e suas atitudes em relação aos se à casa não são ajuda, são responsabilidade. Um pai de verdade está sempre presente e assume a responsabilidade.

Internautas criam petição contra fusão dos ministérios do Meio Ambiente e Agricultura

Pelo menos dois abaixo-assinados foram criados após a confirmação da junção. Um deles já possui quase 600 mil assinaturas.

Iures Wagmaker
Redação Folha Vitória
31 de Outubro de 2018 às 10:59
Atualizado 31/10/2018 10:59:55
Foto: Divulgação

Após a confirmação da fusão dos ministérios do Meio Ambiente com a Agricultura, diversas entidades disponibilizaram, na internet, petições e abaixo-assinados que se posicionam contra a decisão da equipe de governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).
confirmação da fusão foi divulgada nesta terça-feira (30), pelo deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), confirmado como futuro ministro-chefe da Casa Civil e designado pelo presidente eleito coordenar as atividades de transição por parte do novo governo. Segundo o deputado, a nova gestão terá entre 15 e 16 ministérios.

Bolsonaro recua de unificar Agricultura e Meio Ambiente

Presidente eleito admitiu pressão dos próprios ruralistas presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (1º) que voltará atrás na decisão de unificar os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. 


A medida, já prometida pelo capitão reformado durante a campanha, é alvo de críticas tanto de ambientalistas, preocupados com o futuro da Floresta Amazônica, como de ruralistas, que alertavam para o risco de aumento das pressões internacionais e de boicote a produtos brasileiros.

"Os próprios ruralistas acharam que não era o caso [de unificar os ministérios] por pressões internacionais, e eu disse que estou pronto para voltar atrás", afirmou. Bolsonaro, no entanto, avisou que não colocará no Ministério do Meio Ambiente nenhum "xiita" por "pressão de ONGs".

1 DE JUNHO SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

Semana Nacional do Meio Ambiente começa em 1 de junho e vai até 5 de junho, quando se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Esta semana de conscientização foi criada, no Brasil, pelo Decreto nº 86.028, de 27 de maio de 1981, a Semana do Meio Ambiente. O objetivo era complementar a celebração ao Dia do Meio Ambiente instituído pela ONU.
Esta iniciativa visa incluir a sociedade na discussão de pautas que tratem da preservação do patrimônio natural do Brasil.

Dia Mundial do Meio Ambiente

Esta data foi criada pela Organização das Nações Unidas – ONU, em 15 de dezembro de 1972, durante a Conferência de Estocolmo, na Suécia.
A proposta desta data é chamar a atenção de todos os governos mundiais e da população sobre a necessidade de implantar medidas emergenciais para prevenir a degradação do meio ambiente.

Atividades para a Semana Nacional do Meio Ambiente

O principal objetivo da Semana Nacional do Meio Ambiente é conscientizar a comunidade sobre a importância de preservar os diferentes tipos de ecossistemas. Entre os meios mais utilizados para isso, destaca-se:
  • Palestras nas escolas;
  • Workshops abertos ao público sobre reciclagem doméstica;
  • Apresentação de projetos de eco-sustentabilidade;
  • Coleta de lixo nas praias e parques;
  • Conscientização da população para o consumo sustentável;
  • Plantio de mudas de árvores em campos e parques públicos.

Frases para a Semana Nacional do Meio Ambiente

  • O homem destrói a natureza na justificativa de sobreviver, a natureza luta para sobreviver, para garantir a sobrevivência do homem.”
  • A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância.” (Gandhi)
  • Se soubesse que o mundo se acaba amanhã, eu ainda hoje plantaria uma árvore.” (Martin Luther King Jr.)
Fonte: DLZ TV

Começa a semana do Meio Ambiente no país

 

A Semana Nacional do Meio Ambiente começa em 1 de junho e vai até 5 de junho, quando se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente. Esta semana de conscientização foi criada, no Brasil, pelo Decreto nº 86.028, de 27 de maio de 1981, a Semana do Meio Ambiente. O objetivo era complementar a celebração ao Dia do Meio Ambiente instituído pela ONU.

Esta iniciativa visa incluir a sociedade na discussão de pautas que tratem da preservação do patrimônio natural do Brasil. O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado pela Organização das Nações Unidas – ONU, em 15 de dezembro de 1972, durante a Conferência de Estocolmo, na Suécia.

Povo do Cabuçu promete resistir ao novo aterro


Por Valdir Carleto -
maio 24, 2018


Os manifestantes da região do Cabuçu chegaram ao Bom Clima para tentar falar com o prefeito Guti e reafirmar a disposição de não permitir que o grupo francês Veolia amplie o aterro sanitário CDR Pedreira da área de São Paulo para o município de Guarulhos.

Todas as grades do entorno do gabinete do prefeito estavam fechadas. Os manifestantes foram informados de que um representante iria atender uma comissão de até dez pessoas. Enquanto alguns foram autorizados a entrar, os demais continuaram discursando contra a expansão do aterro.

O engenheiro Álvaro Garruzzi, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano, morador do bairro, afirmou que a Lei do Zoneamento não permite a atividade pretendida no local onde a empresa quer instalá-lo. Disse que ali há nascentes e córregos e que se não mais existirem é porque a proprietária anterior da gleba não os preservou como seria seu dever. E que o grupo Veolia, ao comprá-la, passou a ser responsável pelo que a antecessora não fez.

O ex-prefeito Elói Pietá disse que, tão grave quanto a ampliação ora pretendida, é que o aterro sanitário de Guarulhos, que pertencia à Quitaúna, está sendo administrado por uma empresa pertencente ao mesmo grupo e que o perigo é que, se for permitida a expansão que agora está sendo pedida, depois queiram juntar os dois aterros, com graves consequências à ecologia da região. Citou que, além do aterro propriamente, outro aspecto grave e que também contribuirá para a degradação ambiental será o aumento do tráfego d caminhões no local.



DIFÍCIL ENFRENTAMENTO

Ao que tudo indica, os moradores da região enfrentarão uma batalha dificílima. O grupo francês é muito poderoso e, a julgar pelas falas de alguns vereadores em entrevistas, não haverá rejeição suficiente na Câmara Municipal para as pretensões. Tanto no Poder Executivo quanto no Legislativo, é perceptível a passividade diante da questão, passando a impressão de que tudo já está resolvido.

Na mídia local, também não se vislumbra resistência às pretensões da empresa, de trazer resíduos de outras cidades para serem depositados em Guarulhos.

O Click Guarulhos reafirma a posição já expressada de ser contra a ampliação, pelo simples preceito de cada município deve arcar com o depósito e tratamento de seu próprio lixo, seja ele orgânico, de origem domiciliar, ou mesmo os resíduos sólidos, oriundos de construções e outras atividades. Cada cidade deve criar mecanismos de reciclagem e compostagem para reduzir ao mínimo imprescindível o volume de lixo.

Valdir Carleto



Pastorais Sociais convocam ato público contra aterro no Cabuçu


Centro de Disposição de Resíduos Pedreira (Foto: Veolia - https://bit.ly/2s3mk0q)

Sob o lema “Cabuçu é o pulmão, ao novo aterro eu digo não!”, as Pastorais Sociais da Diocese de Guarulhos convocam passeata seguida de ato público para esta quinta-feira, 24, às 13 horas, na praça Getúlio Vargas, Centro, em protesto contra o aterro sanitário existente na região do Cabuçu e a proposta para sua ampliação pretendida pela empresa CDR Pedreira para receber resíduos, detritos e restos orgânicos de outros municípios.

Na convocatória, dirigida “aos cristãos de diversas denominações, pessoas de quaisquer religiões, movimentos sociais e ONGs, todo o povo de Guarulhos e todos os homens e mulheres de boa vontade”, denunciam que Guarulhos corre “o risco de tornar-se a cidade com um dos maiores aterros sanitários do mundo”, que chamam de “lixão”. Argumentam que a situação, já crítica com o aterro atual, será agravada com a ampliação pretendida. Segundo alegam, na região do Cabuçu, considerada em grande parte Área de Preservação Ambiental, encontram-se 27% de área verde do município, com mananciais que fornecem 13% da água consumida na cidade, sem contar os danos à população local e os impactos à terra e ao ar que podem advir da pretendida ampliação.

4 razões para se preocupar com a gestão de resíduos em sua empresa


4 razões para se preocupar com a gestão de resíduos em sua empresa


De acordo com uma pesquisa realizada pela Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, nosso país produz cerca de 2,7 milhões de toneladas de resíduos perigosos por ano. Isso significa que desenvolver um trabalho de gestão de resíduos não é um diferencial para as empresas, mas sim uma responsabilidade social na comunidade em que desempenham as suas funções.

Sendo assim, a gestão de resíduos pode ser conceituada como um conjunto de ações que são planejadas e adotadas pelas empresas para não apenas reduzir e eliminar resíduos gerados, mas também para ter um acompanhamento mais completo no ciclo produtivo, identificando práticas que podem contribuir para a preservação ambiental.

Mas como, de fato, desenvolver um projeto de gestão de resíduos em uma indústria? A resposta para essa pergunta é simples: reproduzindo aquilo que faz a natureza, ou seja, reutilizar os resíduos em outros subsistemas, garantindo assim a geração de um ambiente sustentável.

Para que você entenda mais sobre o assunto, desenvolvemos uma série de tópicos com 4 razões para se preocupar com a gestão de resíduos em sua empresa. Confira, a seguir.
1. É importante para a empresa

A importância da gestão de resíduos para as empresas, sobretudo as indústrias, se justifica por um conceito conhecido por 3 Rs: reduzir, reutilizar e reciclar. Trata-se de um método em que os Rs servem como diretrizes a serem seguidas em todos os processos produtivos da organização.

Desse modo, se uma indústria utiliza plástico na produção de um produto, por exemplo, pode usar o refugo ou retalhos que sobram após o término da fabricação para desenvolver produtos recicláveis. É possível até mesmo reprocessar esse material para que ele seja utilizado na produção de novas peças. Isso é pensar e agir com sustentabilidade, que, além de preservar o meio ambiente, também diminui os gastos da organização, uma vez que haverá diminuição no valor pago por matéria-prima.

A empresa também pode tirar proveito desse tipo de programa de controle de resíduos com ações do chamado marketing ambiental ou marketing verde, que consiste no processo de fabricação e venda de produtos sustentáveis. Isso também permite que as organizações utilizem técnicas de publicidade e propaganda para divulgar aos seus públicos o seu método de trabalho ecologicamente correto, conquistando assim mais credibilidade e uma imagem positiva no mercado.

Outro ponto que pode ser explorado é a adequação para a ISO 14.000, que tratam sobre sistemas de gestão ambiental. Assim, também é possível divulgar essa certificação aos clientes, comprovando que a empresa se preocupa com as questões ambientais.
2. Evita problemas para a organização

Atentar para os cuidados necessários com resíduos também é importante para que a empresa siga a legislação de forma correta. A Lei nº 12.305/10 institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, citando uma série de normativas que as indústrias devem seguir para o correto manejo dos resíduos. Caso a lei não seja cumprida corretamente, a empresa pode arcar com as consequências, tendo que pagar multas ou até mesmo ter as suas atividades suspensas.

A lei é bastante ampla e engloba regulamentações a serem adotadas pelas empresas fabricantes de embalagens, de pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes, produtos eletroeletrônicos, produtos para agricultura, entre outras. Por isso, ela deve ser analisada e lida com atenção pelo responsável pela coordenação da gestão de resíduos e também pelo setor jurídico da organização.
3. Possibilita a prevenção de danos para a sociedade e o meio ambiente

Até poucos anos atrás, quando não havia uma legislação mais rígida sobre a prevenção ambiental, era comum vermos empresas não se preocuparem com essas causas, descartando materiais ou resíduos tóxicos na natureza, por exemplo. Essa prática trazia danos para os ecossistemas e também para os moradores de áreas próximas ao descarte, que eram obrigados a sobreviver com o mau cheiro.

Apesar de, atualmente, as leis serem mais rigorosas, ainda existem algumas indústrias que não atentam para as questões ambientais e deixam de investir em programas de prevenção, muitas vezes não por má índole, mas por falta de conhecimento ou por ter uma cultura organizacional muito enraizada e que ainda não tem como uma norma fazer a gestão de resíduos.

Por isso, é relevante que essas empresas tenham a consciência de que, ao desenvolver um plano de controle de resíduos, não cumprirá apenas uma obrigação, mas sim contribuirá para uma sociedade melhor, bem como ajudará na preservação dos recursos naturais, algo que deveria ser do interesse de todos.
4. A gestão de resíduos é um processo simples de ser implementado

Apesar de parecer complexo em um primeiro momento, desenvolver um plano de gestão de resíduos é algo simples e que, se feito corretamente, pode passar a fazer parte do DNA da empresa, de modo que todos os colaboradores estarão conscientes sobre o seu papel no processo. Para isso, é necessário seguir 3 diretrizes básicas:
Caracterização

Nesse momento a empresa deve caracterizar os aspectos biológicos, físicos e químicos daquilo que precisa descartar. Os resultados dessas análises serão utilizados para saber qual destino dar a cada tipo de material.
Classificação

No momento da classificação deve-se fazer uma listagem com todos os materiais e substâncias que a empresa utiliza, bem como os riscos que eles podem causar à saúde pública e ao meio ambiente. Assim, todos os resíduos podem ser gerenciados corretamente.
Laudo de classificação

O laudo de classificação é um documento que identifica os materiais descartados pela empresa quanto ao enquadramento de resíduos, seguindo sempre os preceitos da NBR 10004/04. Esse documento deve ser sempre feito por um profissional habilitado, geralmente engenheiros ambientais.

De maneira geral, podemos dizer que as empresas têm diversas razões para se preocupar com a gestão de resíduos, uma vez que os impactos dessa prática não refletem apenas nelas, mas sim em toda uma sociedade.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a importância da gestão de resíduos, que tal continuar aprendendo sobre o assunto? Para isso, recomendamos a leitura de nosso artigo “O que é a política nacional de resíduos sólidos?”. Temos certeza de que essa leitura também será muito produtiva para a melhoria dos processos da sua empresa!
Fonte : Neuplast

II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DO AMIANTO

Uma Abordagem da Saúde do Trabalhador



Por ocasião do I Seminário Internacional do Amianto: uma Abordagem Sócio-Jurídica, ocorrido em Campinas/SP, houve a discussão da questão do amianto sob o enfoque social e jurídico. Social, diante da necessidade de alertar a sociedade brasileira sobre os riscos do amianto à saúde humana e da viabilidade de substituição da fibra cancerígena por tecnologias ambientalmente menos agressivas; jurídico, porque remanescia a discussão nos Tribunais sobre a constitucionalidade do uso do amianto crisotila no país, a despeito dos compromissos assumidos pela República Federativa do Brasil quando da ratificação das Convenções 139 e 162 da Organização Internacional do Trabalho.

O texto de abertura do website daquele evento iniciava-se da seguinte forma:“O debate sobre o amianto e suas consequências nefastas à saúde humana não é recente e ainda está longe de ser esgotado”. Passados menos de dois anos da realização do I Seminário Internacional do Amianto, é possível afirmar que as discussões em torno da questão evoluíram adequadamente e de maneira muito favorável à defesa da saúde da população, a ponto de, ao menos no plano jurídico, inexistirem dúvidas sobre a inconstitucionalidade do uso do amianto crisotila no nosso país. As recentes decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade 3937 e 3406, não deixam margem à dúvida: a questão do amianto foi definitivamente extirpada do mundo jurídico brasileiro.

A afirmação, embora juridicamente válida, muda a vida do trabalhador brasileiro acometido por Doenças Relacionadas ao Amianto – DRA? Como será o acolhimento e o tratamento deste trabalhador nos serviços de saúde? Conseguiremos, finalmente, pôr fim à invisibilidade desses cidadãos, criando sistemas de registro de doenças asbesto-relacionadas? Essas são algumas das questões que sobrevêm na atual conjuntura brasileira: a fase pós-banimento amianto.

A situação incomum vivenciada em nosso país, onde diversas questões, inclusive relacionadas à saúde da população acabam sendo definidas pelo Poder Judiciário, exige uma maior integração entre o mundo jurídico, o universo científico e a realidade social. Contudo, poucos são os espaços onde essa diversidade de saberes podem se encontrar e se integrar. Por essa razão, o II Seminário Internacional do Amianto: uma Abordagem da Saúde do Trabalhador, propõe que as barreiras sejam transpostas, com a aproximação de realidades tão distintas, mas ao mesmo tempo, tão próximas.

O reconhecimento da inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal da lei que permitia a exploração econômica do amianto crisotila enseja celebração, pois é fruto do trabalho incansável dos movimentos sociais e sindicais, que se ergueram e permaneceram firmes desde a década de 1980, a destacar-se a ABREA e o DIESAT, aos quais se agregaram diversos atores sociais ligados à Saúde Pública e Coletiva, além do Ministério Público do Trabalho, os órgãos de classe da Magistratura do Trabalho e dos Procuradores do Trabalho.

Porém, devemos ter a consciência de que ainda há muito por fazer. Dessa fase pós-banimento do amianto, em que consolidamos um olhar multidisciplinar refinado e sensível para a relação entre os processos produtivos e as DRA, fica a responsabilidade de deixar um legado para as próximas gerações, que significa ampliar a percepção para os múltiplos riscos à saúde presentes no mundo do trabalho brasileiro, fortalecendo a certeza de que os esforços coletivos são capazes de realizar a mudança que almejamos ver em todas as dimensões na sociedade brasileira.

Ministramos Treinamento da NR 33 Espaço Confiando



Ministramos Treinamento da NR 33 Espaço Confiando conforme tabela abaixo:

TABELA – I
MODALIDADE
NR 33 ESPAÇO CONFINADO
TIPO
CARGA HORÁRIA
01
Espaço Confinado Trabalhadores
Inicial
16 horas
02
Espaço Confinado Vigias              
Inicial
16 horas
03
Reciclagem Espaço Confinado
Reciclagem
08 horas
04
Superv de Espaço Confinado 
Inicial
40 horas
Aspecto Legal
O que diz a norma NR 33 Espaço Confinado quanto a carga horária:
33.3.5.3 Todos os trabalhadores autorizados, Vigias e Supervisores de Entrada devem receber capacitação periódica a cada 12 meses, com carga horária mínima de 8 horas. (Reciclagem)
33.3.5.4 A capacitação inicial dos trabalhadores autorizados e Vigias deve ter carga horária mínima dedezesseis horas,
33.3.5.6 Todos os Supervisores de Entrada devem receber capacitação específica, com carga horária mínima dequarenta horas para a capacitação inicial.



Conteúdo:
- Definição de espaços confinados
- Legislação NR 33, NBR - 14787 e NBR -14606.
- Reconhecimento dos riscos;
- Avaliação de riscos;
 
- Equipamentos análise atmosférica ( detectores de gases);
 
- Controle de riscos, medidas de prevenção, administrativas e pessoais;
 
- Áreas Classificadas;
- Sistemas de bloqueio de fontes e energia; 

- Ventilação/Exaustão;
- Proteção respiratória;
- Comunicação;
- Procedimento de trabalho;
- Permissão de Entrada e Trabalho - PET
- Entrando em Espaços Confinados
- Movimentações verticais e horizontais;
- Noções de Primeiros socorros e resgate
- Simulado




Alguns exemplos de espaço confinado: 
  • Dutos e galerias; 
  • Caixas d'água; 
  • Silos; 
  • Reatores; 
  • Torres; 
  • Poços; 
  • Caixas de inspeção.



Definição de Espaço Confinado


NR – 33: "Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.



Os riscos mais comuns em espaços confinados:
  • Falta ou excesso de oxigênio;
  • Incêndio ou explosão, pela presença de vapores e gases inflamáveis;
  • Intoxicações por substâncias químicas;
  • Infecções por agentes biológicos;
  • Afogamentos; 
  • Soterramentos; 
  • Quedas; 
  • Choques elétricos; 
  • Vibração; 
  • Ruídos; 
  • Temperatura (alta ou baixa); 
  • Engolfamento (captura de uma pessoa por líquidos ou sólidos finamente divididos, que possam ser aspirados, causando a morte por enchimento ou obstrução do sistema respiratório; ou que possa exercer força suficiente no corpo para causar morte por estrangulamento, constrição ou esmagamento.). 
  • Encarceramento. 

Em espaços confinados, quando nos referirmos à atmosfera do ambiente, classificaremos IPVS, ou seja, Ambientes Imediatamente Perigosos a Vida ou a Saúde. Por quê? Pois nesses locais geralmente a concentração do agente contaminante é maior que a concentração IPVS. O que isso quer dizer? Que os contaminantes estão em maior quantidade que o "ar puro", gerando um para o trabalhador.

O ar atmosférico é composto de aproximadamente 21% de oxigênio. Quando tratamos de IPVS, estamos dizendo que as concentrações de oxigênio ou estão:

Acima de 21%: Risco de incêndio ou hiperoxia (intoxicação por oxigênio); 
19,5%: Limite de segurança; 
16%: Fadiga e confusão mental; 
12%: Pulso acelerado e respiração profunda; 
6%: Coma seguido de morte em minutos. 

As concentrações de oxigênio são mensuradas com a utilização de um equipamento especial. O responsável pela realização do teste é o Supervisor de Entrada, a pessoa capacitada para operar a permissão de entrada com responsabilidade para preencher e assinar a Permissão de Entrada e Trabalho (PET).

Dessa forma, para que o trabalhador entre em um espaço confinado deve receber uma Permissão de Entrada e Trabalho (PET) – emitida pela empresa, que consiste num documento escrito contendo o conjunto de medidas de controle visando à entrada e desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de emergência e resgate.

Após receber a PET, o trabalhador está capacitado para entrar no espaço confinado, ciente dos seus direitos e deveres e com conhecimento dos riscos e das medidas de controle existentes.

Para que os acidentes sejam evitados certifique-se que a sua empresa segue a:

NBR – 14.787 – "Espaços Confinados, Prevenção de Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção". 

E atende a:

NR – 33 – "Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados" 

Os trabalhos realizados contam com a presença de um Vigia, que é o trabalhador que fica do lado de fora do espaço confinado e é responsável pelo acompanhamento, comunicação e ordem de abandono para os trabalhadores.

Assim, a empresa deve providenciar:

  • Treinamento; 
  • Inspeção prévia no local; 
  • Exames médicos; 
  • Folha de Permissão de Entrada (PET); 
  • Sinalização e isolamento da érea; 
  • Supervisor de entrada e Vigia; 
  • Equipamentos medidores de oxigênio, gases e vapores tóxicos e inflamáveis; 
  • Equipamentos de ventilação; 
  • EPI; 
  • Equipamentos de comunicação e iluminação; 
  • Equipamentos de resgate. 

É direito do trabalhador:

  • Entrar em espaço confinado somente após o Supervisor de Entrada realizar todos os estes e adotar as medidas de controle necessárias; 
  • Não entrar em espaço confinado caso as condições não sejam seguras; 
  • Conhecer o trabalho e os riscos;
  • Conhecer os EPI's e procedimentos de segurança;
  • Conhecer os equipamentos de resgate e primeiros socorros.
  • É dever do trabalhador:
  • Fazer exames médicos; 
  • Comunicar riscos; 
  • Participar dos treinamentos e seguir as instruções de segurança; 
  • Usas o EPI. 
É estritamente proibido, em locais confinados:
  • Cigarros; 
  • Telefone celular; 
  • Velas, fósforos, isqueiros; 
  • Objetos que produzam calor, chamas ou faíscas, salvo quando autorizados pelo Supervisor de Entrada. 





Download de Permissão de Trabalho para Espaço Confinado

 
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