O que é melhor? aterro sanitário ou usina para tratar o lixo?


Estas opiniões do

Debate do linkedin Gestão Ambiental & Desenvolvimento Sustentável




A diferença está na poluição. O aterro, embora forrado com mantas plásticas especiais, fatalmente deixará vazar, em algum momento, e contaminará os lençóis freáticos além das imensas áreas necessárias e também da contaminação entorno enquanto não for aterrado. A usina é a solução mais inteligente, pois transforma o lixo em energia. No brasil é proibido queimar plásticos o que não tira a oportunidade dos catadores e recicla todo esse material. Já existe tecnologia até para reaproveitar o plástico fazendo com que volte a seu estado inicial antes de ter sido industrializado. Falta vontade política, pois já dispomos de tecnologia nacional com poluição zero.
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O ideal seria começarmos pela Coleta do Lixo Seletivo, reduzindo a pressão sobre os aterros e/ou usinas. 
O volume de lixo reciclável é de aproximadamente 80% atualmente. 
Há mais de 1 ano efetuamos a separação do lixo reciclável doméstico mas demanda um pouco de trabalho e também para encontrar locais de coleta não era fácil, o mais próximo que eu conhecia ficava a 6 kms! 
Atualmente já contamos com diversos locais, mesmo assim alguns mais próximos não são bem sinalizados o que dificulta um pouco a identificação.
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Temos tecnologia aprovada, pelos órgãos competentes, que produz poluição zero e além disso, por trabalhar com seleção de lixo, estaria gerando empregos contínuos. Nos aterros sanitários é quase impossível as mantas não sofrerem danos, pois existe o trabalho com tratores para manipulação de um lado para o outro do lixo e isto fatalmente virá a poluir nosso lençóis freáticos (já temos um problema mundial com água potável) além de todas as áreas enormes que serão necessárias e além da exposição de todo tipo de contaminação.
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A respeito da quantidade de resíduos que podem ser recicláveis, pelos números que em nível nacional e que algumas cidades apresentam a gravimetria (proporção do tipo de resíduo sobre a quantidade total de resíduos em uma tonelada) é de em média 50% de resíduos orgânicos, na maior parte comida, e os outros 50% de resíduos secos (papel, vidro, latinha, sucata ferrosa, alumínio, plástico, etc). 
Eu creio que todos nós em primeiro lugar temos de em nossas casas, reduzir a quantidade de comida que jogamos fora no lixeiro, pois metade da quantidade de resíduos urbanos que produzimos, resulta de comida jogada fora. E isso é muito ruim, pois tem muita gente passando fome no Brasil, com o Brasil sendo produtivo como é na área da agricultura. 

Em segundo lugar, ainda em casa, fazermos todo o possível e impossível para reutilizarmos o que temos para jogar fora como materiais que em uma primeira avaliação consideramos inutilizáveis. Isso quer dizer, remendar roupas, reformar roupas, trocar mais de uma vez as solas inteiras de nossos sapatos (esses dois tipos de resíduos são os menos recicláveis. Dar uma outra utilização para os papéis, por exemplo, por meio do artesanato, p. ex. existe a técnica do papier mache, acho que é assim que se escreve. Essas técnica produz uma massa modelável para fazermos vários tipos de novos utensílios caseiros para usarmos em decorações na casa. Além disso a reciclagem do papel pode produzir novos papéis que podem ser utilizados para outro tipo de artesanato e até vendermos, como caixas e embalagens, capas de agendas e diários femininos, cartões de felicitações e etc. para serem vendidos, isso dá um bom dinheiro para complementar nosso orçamento. 
E tem muito mais coisa que individualmente as famílias podem fazer pare reduzir os resíduos jogados fora. E mesmo os que forem separados na coleta seletiva, com garrafas, vasilhames de plásticos, plástico de todo o tipo, é bom entregar todos eles limpos para os catadores e a coleta sletiva, pois assim terão um preço melhor. 
Na Educação Ambiental aplicada ns gestão dos resíduos sólidos, eu em um programa de coleta seletiva que desenvolvi para uma cidade satélite de Brasília, eu ampliei os 3 Rs (REDUZIR, REUTILIZAR, RECICLAR), para 5 Rs: 
1. Refletir sobre a crise ambiental, principalmente sobre as Mudanças Climáticas; 
2. Reduzir todo o consumo supérfluo, chamado pelos economistas de consumo conspícuo; 
3. Reutilizar todos os materiais que usamos; 
4. Reiclar tudo o que usamos e de preferência quando pudermos em casa mesmo, é o caso dos papéis; e;
5. Restaurar ecológicamente o meio ambiente, por meio de ações individuais e coletivas, fazendo hortas comunitárias urbanas orgânicas ou agroecológicas e jardins de flores em casa, nas escolas e entre vizinhos, e plantando árvores frutíferas e de cada região na frente das casas, em terrenos baldios e em praças, mas para isso e necessário se organizar por meio de associações de bairros, ongs ambientalistas e de defesa dos direitos civis e plantando. As universidades na área de agronomia ou outro curso, podem ajudar cedendo mudas, os hortos florestais dos municípios também tem mudas 
Uma outra ação coletiva pode ser desenvolvida limpando (recolhendo resíduos, com luvas e sacos) as nascentes e e as beiradas de corpos d'água (córregos, rios, lagos, etc) por meio de ações coletivas e comunitárias, como grupos de ciclistas (eu sou um deles), grupos de escoteiros, grupos de bandeirantes, grupos de escolas, faculdades e universidades coordenados pelos(as) professores(as), grupos de amigos e amigas etc. 
Junto com a limpeza das nascentes e dos corpos de água, temos de cercar com arame farpado e caibros as nascentes e conseguir da prefeitura a colocação de placas em volta e a fiscalização, das secretarias municipais de meio ambiente que sejam respeitadas os cercamentos.

"Em segundo lugar, ainda em casa, fazermos todo o possível e impossível para reutilizarmos o que temos para jogar fora como materiais que em uma primeira avaliação consideramos inutilizáveis." 
O que quero dizer é: 
Em segundo lugar, ainda em casa, fazermos todo o possível e impossível para reutilizarmos e evitarmos jogar fora como materiais que em uma primeira avaliação consideramos inutilizáveis. 
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Muito bom os 5 Rs e muito boa as atitudes tomadas por vc e por seu grupo. Para plantarmos algo precisamos de áreas livres, o q é muito difícil em determinados bairros das cidades. Creio que vc concorda com a não utilização de áreas para acúmulo de lixo e sim com as usinas que viriam resolver definitivamente os problemas (nossos) com a poluição em qualquer grau (e ainda continuando a permitir trabalho em volta).
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Em primeiro lugar esta tecnologia é nova e uma vez cedido o espaço pelo município, pode-se obter o financiamento pelo BNDES, e em segundo lugar, realmente vc tem razão: falta vontade política pois qdo não existe o volume necessário de lixo, há a necessidade de junção de 2 ou mais municípios (500 t diárias).
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O que estou propondo é algo mais radical. Não fazer resíduos a partir da própria casa.
Deixarmos de consumir desvairadamente como consumimos. Comprarmos o
estritamente necessário. 
Em relação à utilização da água utlizarmos o estritamente necessário, reutilizarmos a água do banho para lavarmos os carros, captarmos à água da chuva e estocar em caixas d'água fechadas, tratando com produtos quimícos na quantidade necessária à limpeza da mesma para tomarmos banho com ela. 
Em relação ao consumo de energia elétrica procurarmos seguir as recomendações do Procel e dos orgãos que orientam a respeito da formas de consumo consciente. Eu pelo menos quando chego no meu apartamento, ligo a energia elétrica somente no cômodo que estou usando. 
Em relação ao transporte coletivo temos que desenvolver ações coletivas para o Estado no nível municipal tenha um serviço de boa qualidade, barato, eficiente e confortável. O meu benchmark para realizar benchmarking nos municípios é o padrão de transporte coletivo da cidade de Curitiba, onde morei, eu sou paulistano. 
Mudarmos o nosso estilo de vida, para termos casas ecológicamente eficientes e deixarmos de utlizar carros com combustível fóssil. 
Para transporte individual difundirmos o uso de bicicletas, com ou sem motor elétrico,. com isso reduziremos a geração de gazes de efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono. 
Porém para que isso ocorra, temos que nos convencer e exigir dos governos municipais a construção de ciclovias, pois caso contrário teremos que disputar onde for possível o espaço das calçadas com os pedestres, dado que os proprietários de automóveis não respeitam ciclistas, eu pessoalmente já fui derrubado por uma mulher que mesmo eu fazendo sinal que ia com velocidade para vencer uma rotatória e continuar, ela pisou no acelerador, só porque queria e me resvalou do meu lado esquerdo me derrubando na rua. Depois disso eu só ando na contramão ou na calçada. 
Eu quando fui derrubado por uma proprietária de automóvel eu estava andando em uma via secundária de baixa velocidade atravessando uma super-quadra no Plano de Piloto de Brasília. Eu morava no campus da UnB. 
Infelizmente eu não acredito em soluções de eco-inovações se as pessoas também não reduzirem o consumo. 
Sugiro a você ver dois vídeos no Youtube: 
A História das coisas
A história secreta da obsolescência planejada. 
Veja esse vídeos e depois voltamos a conversar. 

Fonte : Debate do linkedin Gestão Ambiental & Desenvolvimento Sustentável


Opinião do ECOHARMONIA
A participação ativa nestes debates e discussões é uma oportunidade para fomentar assuntos ambientais e construir opiniões baseadas em experiências e conhecimento dos participantes.

Comentários
1 Comentários

1 comentários:

  1. Anônimo disse...:

    estamos fazendo um trabalho de como podemos tirar os aterros sanitários do nosso pais, e esse site nos ajudou muito dando a ideia da usina de tratamento de lixo.

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